Brasília 50 anos - Nas Raízes do Futuro (Património Cultural da Humanidade) é a exposição que retrata a epopeia da construção de uma cidade futurista em menos de quatro anos, um feito só comparável às conquistas do povo português na época das Grandes Navegações e Descobrimentos.
Na época da construção deste sonho de cidade, projectada pelo Arquitecto e urbanista Lucio Costa e com edifícios futuristas desenhados pelo arquitecto Oscar Niemeyer, numa visita a Portugal, o presidente do Brasil Juscelino Kubitschek (JK) terá afirmado que “Brasília era a continuação da obra do Infante de Sagres”.
Este evento assinala os cinquenta anos da capital brasileira e homenageia a cidade de Guimarães - Capital da Cultura Europeia 2012. A mostra inaugura neste sábado, 7 de Agosto, na galeria de Arte Labirintho, na Rua N. Sra. de Fátima, n.º 334, Porto e permanece aberta até 3 de Setembro. Pelas 23h haverá actuação do DJ José Carlos Tinoco
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quinta-feira, agosto 5
Brasilia: meio século de conquista e história
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quinta-feira, junho 24
Mais Brasil no Mundial 2010

É já amanhã, 25 de Junho, o jogo mais esperado desta primeira fase do Mundial 2010! De um lado o Brasil de Kaká e Luís Fabiano. Do outro, Ronaldo, Meirelles e companhia num Portugal moralizado após a maior goleada desta Copa. Corações verde-amarelo e verde-vermelho unidos pela história, pela cultura e pela língua estarão juntos, um pouco por todo o mundo, batendo num só compasso, de olho na jabulani.
Aqui no Porto, a Mais Brasil vai “aonde o povo está” e espera encontrar você nos Aliados. Se é verdade que o Brasil vai parar para ver este jogo, nós por cá faremos a festa com todos os brasileiros e portugueses, a partir das 15h.
Viva o Brasil, viva Portugal!
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segunda-feira, junho 21
Rusgas do SEF
SEF deteve 63 pessoas em cinco semanas
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve 63 pessoas durante 597 acções de combate à imigração ilegal, ao tráfico de seres humanos e à regularização dos fluxos imigratórios, realizadas nas últimas cinco semanas. Em comunicado, o SEF explica que, dos 63 detidos, 13 foram por suspeitas de crime e outras 50 por permanência ilegal no país. Foram também identificados 14939 cidadãos estrangeiros e elaboradas 113 notificações de abandono voluntário de Portugal.
No mesmo período, de 16 de Maio a 19 de Junho, o SEF realizou com outras forças de segurança, incluindo congéneres espanholas, acções de fiscalização e de investigação em todos os distritos, em várias localidades do continente e ilhas. Do trabalho operacional resultaram várias detenções em cumprimento de mandados de captura pela prática de diferentes ilícitos criminais. (Fonte: TSF)
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) deteve 63 pessoas durante 597 acções de combate à imigração ilegal, ao tráfico de seres humanos e à regularização dos fluxos imigratórios, realizadas nas últimas cinco semanas. Em comunicado, o SEF explica que, dos 63 detidos, 13 foram por suspeitas de crime e outras 50 por permanência ilegal no país. Foram também identificados 14939 cidadãos estrangeiros e elaboradas 113 notificações de abandono voluntário de Portugal.
No mesmo período, de 16 de Maio a 19 de Junho, o SEF realizou com outras forças de segurança, incluindo congéneres espanholas, acções de fiscalização e de investigação em todos os distritos, em várias localidades do continente e ilhas. Do trabalho operacional resultaram várias detenções em cumprimento de mandados de captura pela prática de diferentes ilícitos criminais. (Fonte: TSF)
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Mais Brasil no Brasil 3 x 1 Costa do Marfim

Avenida dos Aliados rendida à torcida canarinha
Da Ribeira aos Aliados, a festa brasileira encheu o Porto de cores e alegria nesta tarde de domingo. Ficam aqui algumas fotos deste momento.

Mais Brasil presente na Praça do Cubo, Ribeira

Momentos brasileiros no Porto, Jogo Brasil X Costa do Marfim

Brasileiros e simpatizantes num só coração: pr'a frente Brasil!
Na sexta-feira a Mais Brasil vai estar em peso nos aliados, para o embate final desta fase de grupos, que opõe Brasil e Portugal. Nós por cá, já estamos com os corações divididos!
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quarta-feira, junho 9
China encontra Portugal
Inaugura hoje a exposição "Encontros Portugal-China", no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Ainda nesta tarde serão debatidas as relações entre Portugal e China ao longo da história e na actualidade. O conferencista, é o Bastonário da Ordem dos Economistas, Dr. Murgueira Nabo, que foi Secretário-Adjunto para a Educação, Saúde e Assuntos Sociais (1987) e Secretário-Adjunto para os Assuntos Económicos (1989) na Administração de Macau. Actualmente, é presidente do Conselho de Administração da Galp Energia, vogal do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo, administrador não executivo da Holdomnis – Gestão e Investimentos e do Seng Heng Bank de Macau, Em Dezembro de 2007 foi eleito Bastonário da Ordem dos Economistas.
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quinta-feira, maio 27
Já viu histórias destas?!
Uma reportagem do UOl, para ler e identifica-se... Ou não!
Nós, na Mais Brasil, lutamos diariamente pela inclusão social dos nossos imigrantes na cultura portuguesa. O caminho nem sempre é fácil, mas aprendemos diariamente, com os "casos de vida" que nos chegam, que vale à pena lutar por mais igualdade, direitos e cidadania!
PRECONCEITO EM PORTUGAL
Por Fernando Moura (especial para o UOL em Lisboa)
"A discriminação em Portugal é um fato", diz energicamente Paula Toste quando questionada pelo UOL sobre a forma como foi tratada quando viveu na capital portuguesa Lisboa por duas vezes.
"Sentia a discriminação pelo sotaque, era começar a falar que já olhavam de outra maneira. O fato de eu ser do Brasil era pior devido à péssima fama das brasileiras que vão para a Europa se prostituir."
Como Paula, outras mulheres brasileiras que decidem emigrar para Portugal queixam-se cada vez mais de discriminação e do preconceito por parte dos portugueses em diferentes momentos da sua vida, mas principalmente na hora de arranjar casa para morar.
Mas o UOL apurou também que elas sofrem ainda insultos ou diferenciação salarial no trabalho, abusos de autoridade das forças de segurança e incorreto atendimento nos serviços públicos pelas situações do cotidiano. Estes fatos são os que mais queixas de discriminação racial geram neste país da Europa.
Um estudo apresentado em julho de 2007 pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), intitulado "Imigração Brasileira em Portugal" e coordenada pelo professor Jorge Malheiros, revelou que o 45,3% dos entrevistados consideram ter visto "bastantes" casos de discriminação da parte dos portugueses em relação aos brasileiros. Considerando conjuntamente os que assinalam "bastantes" casos e "alguns" casos, esse número sobe para 71,9%.
Apenas 19,3% dos entrevistados disseram nunca ter visto "nenhuma" situação dessas. Além disso, o relatório revela que 34,5% dos brasileiros entrevistados declararam ter tido conflitos com cidadãos portugueses pelo fato de serem brasileiros, mas 65,3% afirmam nunca ter tido esse problema.
A pesquisa ouviu 400 brasileiros que vivem em Portugal, sendo 255 homens e 145 mulheres. O levantamento foi feito a partir de entrevistas diretas, pessoais, que duraram cerca de 25 minutos e foram realizadas na residência dos entrevistados ou em locais públicos, de acordo com um questionário previamente elaborado.
Paula é luso-descendente. Nasceu no Rio de Janeiro e nos últimos anos esteve por duas vezes vivendo em Portugal, "uma porque ganhei uma bolsa do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português; outra, a procura de uma nova experiência profissional", conta ela, que diz se sentir à vontade para comentar o assunto pelo fato de a sua origem ser portuguesa, o que reforça o seu desgosto. "O meu pai emigrou dos Açores para o Brasil".
Sensivelmente magoada pela sua experiência européia, ela diz que trabalhou 9 meses em uma dependência do MNE e foi bem recebida, mas não se cansa de afirmar que a discriminação em Portugal existe e é visível, sobretudo para os imigrantes que não estão legais.
Paula, que é graduada em Comunicação Social por uma universidade do Rio de Janeiro, diz que não quer voltar mais ao país. "Portugal para mim só de passeio para matar as saudades dos familiares e amigos, que vivem nas Ilhas dos Açores. Viver ali novamente, nem pensar! Só voltaria a morar em Portugal se por acaso estivesse trabalhando em uma empresa do Brasil e fosse transferida. Mesmo assim, só iria se eu não tivesse opção de escolha!"
Discriminação por telefone
"As brasileiras começam a ser discriminadas já quando telefonam para pedir informações sobre aluguel de apartamentos", conta Paula. "Uma amiga brasileira ligou perguntando o preço e a dona do apartamento disse que já tinha sido ocupado. Logo pediu para uma amiga portuguesa ligar e a mesma mulher disse o valor do aluguel e informou que ainda estava disponível. Ou seja, por causa do sotaque e percebendo que era brasileira foram negadas as informações."
Aline também imigrou do Rio de Janeiro.
Preferindo não divulgar o seu sobrenome, ela disse ao UOL que quando chegou a Aveiro, cidade no centro do país, procurou um apartamento para viver enquanto estudava. "Telefonei para várias pessoas.
Uma senhora me disse que não queria brasileiras no apartamento dela. Expliquei que estava na Universidade de Aveiro e ela falou que já tinha ouvido essa história antes e encerrou a conversa. Outra senhora me convidou para visitar o apartamento só para saber como eu era, pois já tinha negado a uma outra pela 'aparência duvidosa'."
Para esta estudante, o preconceito se torna mais agressivo por ser quase declarado. Mas ela ressalta que não é só com os brasileiros que isso ocorre. "Também discriminam mães solteiras, pessoas que vão morar junto sem se casar. São coisas já ultrapassadas em outros países e que em Portugal são ainda importantes."
Problema é pior na periferia
O ACIDI é um instituto público integrado na administração indireta do Estado, que tem como missão colaborar na concepção, execução e avaliação das políticas públicas relevantes para a integração dos imigrantes. O relatório do organismo sublima que os casos de "discriminação" estão se acentuando nos locais com maior concentração de imigrantes brasileiros, situados na periferia da capital portuguesa.
Em contrapartida, o espaço caracterizado pelo maior cosmopolitismo e pela freqüência mais elevada de contatos interétnicos - que seria a capital Lisboa - registra a maior porcentagem de respostas no conjunto das categorias "pouco e nenhum caso de discriminação" e claramente a menor na categoria "bastantes casos de discriminação".
No contexto da União Européia, um inquérito realizado pelo Observatório Europeu dos Fenômenos Racistas e Xenófobos, entre 2002 e 2005, a 1.619 imigrantes cabo-verdianos, guineenses, brasileiros e ucranianos residentes em Portugal revela que a maior taxa de discriminação se incidia na compra ou aluguel de um imóvel ou no pedido de um crédito bancário (42%) e no emprego (32%).
O último relatório de atividades da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) informa que, entre setembro de 2005 e dezembro de 2006, as grandes áreas de denúncias foram a laboral, forças de segurança e Estado, que representavam quase metade das 85 queixas apresentadas por particulares e associações.
Neste contexto, Manuel Correia, fundador da Frente Anti-Racista Portuguesa, alertou para as formas "sutis" de discriminação racial, que considera que têm grande peso.
"São formas de discriminação disfarçadas para diminuir o outro, mas nem sempre se pode provar que se está a discriminar", avalia.
Correia admite que se criam situações de "desencorajamento ao aluguel" de casas aos africanos e brasileiros, de "incorreto atendimento nos estabelecimentos públicos", a falta de promoção de carreiras, os baixos vencimentos e "as expressões injuriosas" das chefias no posto de trabalho e a "desproporcionalidade do uso da força da polícia junto da comunidade negra".
Flavia contou ao UOL que em uma das ligações que fez durante a procura de apartamento, uma senhora perguntou a ela de onde era. Quando disse que era do Brasil, a senhora falou que não alugava quartos a brasileiros. "Perguntei a ela o motivo e ela me disse: 'já tivemos experiência antes e sabemos como são os brasileiros. Gostam de pôr a música nas alturas e fazem bagunça'. As palavras dela apenas confirmaram o que eu já sabia."
A estudante disse que é difícil fazer comparações, mas pensando em experiências que teve em Lisboa e em Londres, na Inglaterra, percebe que a situação em Portugal é mesmo mais grave. "Em Londres, consegui arrumar um quarto no mesmo dia em que cheguei. Portugal é um país provinciano. A maioria da população é idosa e isso dificulta a negociação e vem se somar à barreira do preconceito que têm com brasileiros e com africanos. Ao final disto tudo, acabei por arranjar um quarto em uma casa que divido com outros brasileiros."
Ana Paula Bittencourt atualmente trabalha em uma clínica médica para poder custear o curso de mestrado em uma universidade de Lisboa. Ela diz que na chegada ao país foi mais difícil o convívio porque sentia muito as diferenças. "Agora já não ligo muito. Acho que o pior era uma certa desconfiança do que você está fazendo por aqui", diz ela.
A estudante diz que na primeira casa que alugou o dono mal falava com ela. "Só ficamos amigos depois que ele percebeu que eu não vim para cá para 'tentar a vida' [prostituir-se]. Quando saí de lá, o proprietário da casa onde moro atualmente comentou que se não tivéssemos um amigo em comum ele não alugaria a casa para uma brasileira."
A jovem que emigrou de Joaçaba (Santa Catarina) sente que a discriminação com os negros e imigrantes do leste europeu é muito maior que com brasileiros. "Tenho a idéia de que o pensamento aqui é que existem muitos brasileiros 'gente boa', que são simpáticos e trabalhadores. E trabalham naquilo que os portugueses não querem trabalhar. Mas com os negros isso não acontece. Nenhum se salva."
Conflito interno entre portugueses
Para o sociólogo carioca Marcos de Oliveira Gaspar - filho de um cidadão português emigrado para o Brasil na década de 1950 - e que chegou a Lisboa em maio de 2001 por meio de uma bolsa do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português (MNE), a discriminação com os brasileiros é um conflito interno entre os portugueses.
"Como pode um povo discriminar os brasileiros e participar de forma tão intensa de um festival como o Rock'n Rio/Lisboa, com diversos artistas brasileiros. Acho que os brasileiros entraram em um processo de discriminação que é um fenômeno europeu, em decorrência da globalização econômica que, por conseqüência, atrai cidadãos de outros continentes que sofrem com as freqüentes crises econômicas, políticas e sociais das últimas três décadas."
Gaspar estudou o fenômeno da imigração em uma universidade de Lisboa e afirma que na hora de alugar uma casa, os portugueses irão preferir sempre um cidadão português. "No Brasil também é mais fácil alugar uma casa para um brasileiro do que a um estrangeiro. Fica mais fácil de resolver a documentação e confiar. No meu caso, que aluguei um apartamento com um amigo argentino, acabei tendo a preferência em relação a uns italianos. Mas claro que o fato de os dois sermos filhos de portugueses ajudou."
Liliana é um exemplo de brasileira que nunca sentiu o preconceito por ser do Brasil, mas sim por ser simplesmente imigrante. Ela imigrou para Lisboa em 2002 e trabalha para um órgão do governo. "Eu me sinto discriminada por ser imigrante e não por se brasileira", afirma. "Como não posso ter Bilhete de Identidade, também não posso comprar uma casa ou pedir um empréstimo. Não posso nem ter cartão de descontos da Fnac porque não tenho documento português".
Mas o sociólogo diz acreditar que se não houvesse essa forte imigração para Portugal, os brasileiros continuariam sendo muito bem recebidos. "Como ocorreu até o final da década de 1980, coincidência ou não, o período que Portugal entra na Comunidade Européia e o Brasil vive sua pior crise econômica."
Portugal vive uma colonização cultura às avessas, diz sociólogo luso-brasileiro
O sociólogo Marcos Gaspar voltou ao Rio de Janeiro depois de viver quase um ano em Lisboa. Ele estudou o fenômeno da imigração em uma universidade de Lisboa e diz que a discriminação em Portugal ocorre principalmente com os brasileiros de etnia negra ou parda e com baixa escolaridade.
"A questão racial é o ponto mais sensível e em uma escala de discriminação dos portugueses, os primeiros são os cidadãos da comunidade africana de língua portuguesa (cabo-verdianos, angolanos, guineenses), a brasileira em seguida e, por último, as comunidades do leste europeu."
Para o sociólogo, a discriminação ou a xenofobia é um fenômeno de toda a Europa, mas em Portugal possui certas particularidades. "Não parece abranger toda a sua sociedade, mas não podemos esquecer que Portugal é um país pequeno com uma população de apenas 11 milhões. Considerando que se estima que 10% dos residentes sejam estrangeiros, o preconceito acaba ocorrendo como uma reação para a manutenção da identidade nacional ou local e dos próprios empregos."
Por outro lado, Gaspar alerta que não se pode descartar que o domínio da língua e uma certa semelhança entre as culturas facilitam a inserção dos brasileiros que conseguem facilmente se adaptar em Portugal. "O fato é que está ocorrendo neste país uma certa colonização cultural às avessas e isso parece começar a incomodar os portugueses".
"O sotaque brasileiro gera sentimentos distintos entre os portugueses", diz Gaspar. "Por um lado, adoram a cultura brasileira, a música, literatura, telenovelas, futebol, passar férias no nordeste do país, o bom humor, a alegria. Mas por outro, sentem-se incomodados com a grande presença de brasileiros em Portugal, pela disputa por empregos ou pelos problemas da prostituição e dos casos de contravenção, e ainda da clandestinidade."
Ministro português nega que brasileiros sejam discriminados
Em Portugal não há discriminação em relação aos cidadãos brasileiros, afirmou à Agência Lusa, em Brasília, o ministro português da Administração Interna, Rui Pereira, que comentava uma informação divulgada pelo portal UOL.
"Temos uma cultura que não introduz nenhum fator de xenofobia e favorecemos políticas de integração. Nós não praticamos qualquer discriminação em relação aos brasileiros. Portugal é um país com uma tradição profundamente humanista em matéria de migrações", garantiu Rui Pereira.
O ministro lembrou que Portugal ficou em segundo lugar, logo após a Suécia, em um recente estudo feito pela União Européia sobre os países que têm tido mais sucesso na integração de imigrantes.
A pesquisa levava em consideração os 27 países do bloco, além de Noruega, Islândia e Canadá.
"Mulheres brasileiras em Portugal sofrem com a discriminação e têm dificuldade para alugar apartamento", foi manchete do UOL na terça, citando um estudo do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (Acidi), realizado em julho de 2007.
Nessa pesquisa, que ouviu 400 brasileiros que vivem em Portugal, 45,3% responderam ter visto "bastantes" casos de discriminação de parte dos portugueses em relação aos brasileiros.
Considerando também os entrevistados que viram "alguns" casos de discriminação, esse número sobe para 71,9% dos consultados.
Rui Pereira reforçou, entretanto, que a imigração legal é favorecida em Portugal, ao mesmo tempo em que é combatida a imigração ilegal, normalmente associada, segundo ele, a fenômenos sociais gravíssimos, como tráfico de pessoas.
O ministro disse ainda que foi aprovada no ano passado a nova lei de imigração portuguesa, que prevê a possibilidade de regularização de imigrantes, desde que tenham entrado legalmente no país, possuam contrato de trabalho e contribuam para a Segurança Social.
Rui Pereira afirmou que, desde outubro de 2007, foram deferidos mais de 7 mil pedidos de regularização de imigrantes em Portugal, dos quais cerca de 5 mil foram de brasileiros.
As autoridades portuguesas estimam que o número de imigrantes brasileiros ilegais em Portugal seja equivalente aos 70 mil que já têm situação regularizada.
Nós, na Mais Brasil, lutamos diariamente pela inclusão social dos nossos imigrantes na cultura portuguesa. O caminho nem sempre é fácil, mas aprendemos diariamente, com os "casos de vida" que nos chegam, que vale à pena lutar por mais igualdade, direitos e cidadania!
PRECONCEITO EM PORTUGAL
Por Fernando Moura (especial para o UOL em Lisboa)
"A discriminação em Portugal é um fato", diz energicamente Paula Toste quando questionada pelo UOL sobre a forma como foi tratada quando viveu na capital portuguesa Lisboa por duas vezes.
"Sentia a discriminação pelo sotaque, era começar a falar que já olhavam de outra maneira. O fato de eu ser do Brasil era pior devido à péssima fama das brasileiras que vão para a Europa se prostituir."
Como Paula, outras mulheres brasileiras que decidem emigrar para Portugal queixam-se cada vez mais de discriminação e do preconceito por parte dos portugueses em diferentes momentos da sua vida, mas principalmente na hora de arranjar casa para morar.
Mas o UOL apurou também que elas sofrem ainda insultos ou diferenciação salarial no trabalho, abusos de autoridade das forças de segurança e incorreto atendimento nos serviços públicos pelas situações do cotidiano. Estes fatos são os que mais queixas de discriminação racial geram neste país da Europa.
Um estudo apresentado em julho de 2007 pelo Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (ACIDI), intitulado "Imigração Brasileira em Portugal" e coordenada pelo professor Jorge Malheiros, revelou que o 45,3% dos entrevistados consideram ter visto "bastantes" casos de discriminação da parte dos portugueses em relação aos brasileiros. Considerando conjuntamente os que assinalam "bastantes" casos e "alguns" casos, esse número sobe para 71,9%.
Apenas 19,3% dos entrevistados disseram nunca ter visto "nenhuma" situação dessas. Além disso, o relatório revela que 34,5% dos brasileiros entrevistados declararam ter tido conflitos com cidadãos portugueses pelo fato de serem brasileiros, mas 65,3% afirmam nunca ter tido esse problema.
A pesquisa ouviu 400 brasileiros que vivem em Portugal, sendo 255 homens e 145 mulheres. O levantamento foi feito a partir de entrevistas diretas, pessoais, que duraram cerca de 25 minutos e foram realizadas na residência dos entrevistados ou em locais públicos, de acordo com um questionário previamente elaborado.
Paula é luso-descendente. Nasceu no Rio de Janeiro e nos últimos anos esteve por duas vezes vivendo em Portugal, "uma porque ganhei uma bolsa do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português; outra, a procura de uma nova experiência profissional", conta ela, que diz se sentir à vontade para comentar o assunto pelo fato de a sua origem ser portuguesa, o que reforça o seu desgosto. "O meu pai emigrou dos Açores para o Brasil".
Sensivelmente magoada pela sua experiência européia, ela diz que trabalhou 9 meses em uma dependência do MNE e foi bem recebida, mas não se cansa de afirmar que a discriminação em Portugal existe e é visível, sobretudo para os imigrantes que não estão legais.
Paula, que é graduada em Comunicação Social por uma universidade do Rio de Janeiro, diz que não quer voltar mais ao país. "Portugal para mim só de passeio para matar as saudades dos familiares e amigos, que vivem nas Ilhas dos Açores. Viver ali novamente, nem pensar! Só voltaria a morar em Portugal se por acaso estivesse trabalhando em uma empresa do Brasil e fosse transferida. Mesmo assim, só iria se eu não tivesse opção de escolha!"
Discriminação por telefone
"As brasileiras começam a ser discriminadas já quando telefonam para pedir informações sobre aluguel de apartamentos", conta Paula. "Uma amiga brasileira ligou perguntando o preço e a dona do apartamento disse que já tinha sido ocupado. Logo pediu para uma amiga portuguesa ligar e a mesma mulher disse o valor do aluguel e informou que ainda estava disponível. Ou seja, por causa do sotaque e percebendo que era brasileira foram negadas as informações."
Aline também imigrou do Rio de Janeiro.
Preferindo não divulgar o seu sobrenome, ela disse ao UOL que quando chegou a Aveiro, cidade no centro do país, procurou um apartamento para viver enquanto estudava. "Telefonei para várias pessoas.
Uma senhora me disse que não queria brasileiras no apartamento dela. Expliquei que estava na Universidade de Aveiro e ela falou que já tinha ouvido essa história antes e encerrou a conversa. Outra senhora me convidou para visitar o apartamento só para saber como eu era, pois já tinha negado a uma outra pela 'aparência duvidosa'."
Para esta estudante, o preconceito se torna mais agressivo por ser quase declarado. Mas ela ressalta que não é só com os brasileiros que isso ocorre. "Também discriminam mães solteiras, pessoas que vão morar junto sem se casar. São coisas já ultrapassadas em outros países e que em Portugal são ainda importantes."
Problema é pior na periferia
O ACIDI é um instituto público integrado na administração indireta do Estado, que tem como missão colaborar na concepção, execução e avaliação das políticas públicas relevantes para a integração dos imigrantes. O relatório do organismo sublima que os casos de "discriminação" estão se acentuando nos locais com maior concentração de imigrantes brasileiros, situados na periferia da capital portuguesa.
Em contrapartida, o espaço caracterizado pelo maior cosmopolitismo e pela freqüência mais elevada de contatos interétnicos - que seria a capital Lisboa - registra a maior porcentagem de respostas no conjunto das categorias "pouco e nenhum caso de discriminação" e claramente a menor na categoria "bastantes casos de discriminação".
No contexto da União Européia, um inquérito realizado pelo Observatório Europeu dos Fenômenos Racistas e Xenófobos, entre 2002 e 2005, a 1.619 imigrantes cabo-verdianos, guineenses, brasileiros e ucranianos residentes em Portugal revela que a maior taxa de discriminação se incidia na compra ou aluguel de um imóvel ou no pedido de um crédito bancário (42%) e no emprego (32%).
O último relatório de atividades da Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR) informa que, entre setembro de 2005 e dezembro de 2006, as grandes áreas de denúncias foram a laboral, forças de segurança e Estado, que representavam quase metade das 85 queixas apresentadas por particulares e associações.
Neste contexto, Manuel Correia, fundador da Frente Anti-Racista Portuguesa, alertou para as formas "sutis" de discriminação racial, que considera que têm grande peso.
"São formas de discriminação disfarçadas para diminuir o outro, mas nem sempre se pode provar que se está a discriminar", avalia.
Correia admite que se criam situações de "desencorajamento ao aluguel" de casas aos africanos e brasileiros, de "incorreto atendimento nos estabelecimentos públicos", a falta de promoção de carreiras, os baixos vencimentos e "as expressões injuriosas" das chefias no posto de trabalho e a "desproporcionalidade do uso da força da polícia junto da comunidade negra".
Flavia contou ao UOL que em uma das ligações que fez durante a procura de apartamento, uma senhora perguntou a ela de onde era. Quando disse que era do Brasil, a senhora falou que não alugava quartos a brasileiros. "Perguntei a ela o motivo e ela me disse: 'já tivemos experiência antes e sabemos como são os brasileiros. Gostam de pôr a música nas alturas e fazem bagunça'. As palavras dela apenas confirmaram o que eu já sabia."
A estudante disse que é difícil fazer comparações, mas pensando em experiências que teve em Lisboa e em Londres, na Inglaterra, percebe que a situação em Portugal é mesmo mais grave. "Em Londres, consegui arrumar um quarto no mesmo dia em que cheguei. Portugal é um país provinciano. A maioria da população é idosa e isso dificulta a negociação e vem se somar à barreira do preconceito que têm com brasileiros e com africanos. Ao final disto tudo, acabei por arranjar um quarto em uma casa que divido com outros brasileiros."
Ana Paula Bittencourt atualmente trabalha em uma clínica médica para poder custear o curso de mestrado em uma universidade de Lisboa. Ela diz que na chegada ao país foi mais difícil o convívio porque sentia muito as diferenças. "Agora já não ligo muito. Acho que o pior era uma certa desconfiança do que você está fazendo por aqui", diz ela.
A estudante diz que na primeira casa que alugou o dono mal falava com ela. "Só ficamos amigos depois que ele percebeu que eu não vim para cá para 'tentar a vida' [prostituir-se]. Quando saí de lá, o proprietário da casa onde moro atualmente comentou que se não tivéssemos um amigo em comum ele não alugaria a casa para uma brasileira."
A jovem que emigrou de Joaçaba (Santa Catarina) sente que a discriminação com os negros e imigrantes do leste europeu é muito maior que com brasileiros. "Tenho a idéia de que o pensamento aqui é que existem muitos brasileiros 'gente boa', que são simpáticos e trabalhadores. E trabalham naquilo que os portugueses não querem trabalhar. Mas com os negros isso não acontece. Nenhum se salva."
Conflito interno entre portugueses
Para o sociólogo carioca Marcos de Oliveira Gaspar - filho de um cidadão português emigrado para o Brasil na década de 1950 - e que chegou a Lisboa em maio de 2001 por meio de uma bolsa do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português (MNE), a discriminação com os brasileiros é um conflito interno entre os portugueses.
"Como pode um povo discriminar os brasileiros e participar de forma tão intensa de um festival como o Rock'n Rio/Lisboa, com diversos artistas brasileiros. Acho que os brasileiros entraram em um processo de discriminação que é um fenômeno europeu, em decorrência da globalização econômica que, por conseqüência, atrai cidadãos de outros continentes que sofrem com as freqüentes crises econômicas, políticas e sociais das últimas três décadas."
Gaspar estudou o fenômeno da imigração em uma universidade de Lisboa e afirma que na hora de alugar uma casa, os portugueses irão preferir sempre um cidadão português. "No Brasil também é mais fácil alugar uma casa para um brasileiro do que a um estrangeiro. Fica mais fácil de resolver a documentação e confiar. No meu caso, que aluguei um apartamento com um amigo argentino, acabei tendo a preferência em relação a uns italianos. Mas claro que o fato de os dois sermos filhos de portugueses ajudou."
Liliana é um exemplo de brasileira que nunca sentiu o preconceito por ser do Brasil, mas sim por ser simplesmente imigrante. Ela imigrou para Lisboa em 2002 e trabalha para um órgão do governo. "Eu me sinto discriminada por ser imigrante e não por se brasileira", afirma. "Como não posso ter Bilhete de Identidade, também não posso comprar uma casa ou pedir um empréstimo. Não posso nem ter cartão de descontos da Fnac porque não tenho documento português".
Mas o sociólogo diz acreditar que se não houvesse essa forte imigração para Portugal, os brasileiros continuariam sendo muito bem recebidos. "Como ocorreu até o final da década de 1980, coincidência ou não, o período que Portugal entra na Comunidade Européia e o Brasil vive sua pior crise econômica."
Portugal vive uma colonização cultura às avessas, diz sociólogo luso-brasileiro
O sociólogo Marcos Gaspar voltou ao Rio de Janeiro depois de viver quase um ano em Lisboa. Ele estudou o fenômeno da imigração em uma universidade de Lisboa e diz que a discriminação em Portugal ocorre principalmente com os brasileiros de etnia negra ou parda e com baixa escolaridade.
"A questão racial é o ponto mais sensível e em uma escala de discriminação dos portugueses, os primeiros são os cidadãos da comunidade africana de língua portuguesa (cabo-verdianos, angolanos, guineenses), a brasileira em seguida e, por último, as comunidades do leste europeu."
Para o sociólogo, a discriminação ou a xenofobia é um fenômeno de toda a Europa, mas em Portugal possui certas particularidades. "Não parece abranger toda a sua sociedade, mas não podemos esquecer que Portugal é um país pequeno com uma população de apenas 11 milhões. Considerando que se estima que 10% dos residentes sejam estrangeiros, o preconceito acaba ocorrendo como uma reação para a manutenção da identidade nacional ou local e dos próprios empregos."
Por outro lado, Gaspar alerta que não se pode descartar que o domínio da língua e uma certa semelhança entre as culturas facilitam a inserção dos brasileiros que conseguem facilmente se adaptar em Portugal. "O fato é que está ocorrendo neste país uma certa colonização cultural às avessas e isso parece começar a incomodar os portugueses".
"O sotaque brasileiro gera sentimentos distintos entre os portugueses", diz Gaspar. "Por um lado, adoram a cultura brasileira, a música, literatura, telenovelas, futebol, passar férias no nordeste do país, o bom humor, a alegria. Mas por outro, sentem-se incomodados com a grande presença de brasileiros em Portugal, pela disputa por empregos ou pelos problemas da prostituição e dos casos de contravenção, e ainda da clandestinidade."
Ministro português nega que brasileiros sejam discriminados
Em Portugal não há discriminação em relação aos cidadãos brasileiros, afirmou à Agência Lusa, em Brasília, o ministro português da Administração Interna, Rui Pereira, que comentava uma informação divulgada pelo portal UOL.
"Temos uma cultura que não introduz nenhum fator de xenofobia e favorecemos políticas de integração. Nós não praticamos qualquer discriminação em relação aos brasileiros. Portugal é um país com uma tradição profundamente humanista em matéria de migrações", garantiu Rui Pereira.
O ministro lembrou que Portugal ficou em segundo lugar, logo após a Suécia, em um recente estudo feito pela União Européia sobre os países que têm tido mais sucesso na integração de imigrantes.
A pesquisa levava em consideração os 27 países do bloco, além de Noruega, Islândia e Canadá.
"Mulheres brasileiras em Portugal sofrem com a discriminação e têm dificuldade para alugar apartamento", foi manchete do UOL na terça, citando um estudo do Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural (Acidi), realizado em julho de 2007.
Nessa pesquisa, que ouviu 400 brasileiros que vivem em Portugal, 45,3% responderam ter visto "bastantes" casos de discriminação de parte dos portugueses em relação aos brasileiros.
Considerando também os entrevistados que viram "alguns" casos de discriminação, esse número sobe para 71,9% dos consultados.
Rui Pereira reforçou, entretanto, que a imigração legal é favorecida em Portugal, ao mesmo tempo em que é combatida a imigração ilegal, normalmente associada, segundo ele, a fenômenos sociais gravíssimos, como tráfico de pessoas.
O ministro disse ainda que foi aprovada no ano passado a nova lei de imigração portuguesa, que prevê a possibilidade de regularização de imigrantes, desde que tenham entrado legalmente no país, possuam contrato de trabalho e contribuam para a Segurança Social.
Rui Pereira afirmou que, desde outubro de 2007, foram deferidos mais de 7 mil pedidos de regularização de imigrantes em Portugal, dos quais cerca de 5 mil foram de brasileiros.
As autoridades portuguesas estimam que o número de imigrantes brasileiros ilegais em Portugal seja equivalente aos 70 mil que já têm situação regularizada.
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domingo, maio 2
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Portugal e Brasil de um jeito que nunca se viu
TV Cultura e RTP lançam programa para falar dos dois países
Diogo Mesquita, www.revistabrasileiros.com.br
Com o objetivo de promover um intercâmbio cultural entre colonizado e colonizador, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e a TV Cultura apresentaram na noite desta terça-feira (20) o programa Brasil e Portugal - Lá e Cá, que irá ao ar pela primeira vez no próximo domingo, dia 25, às 21h.
A apresentação do programa ficou a cargo do jornalista e presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun, em parceria com o jornalista português Carlos Fino. A série de 13 episódios vai se passar entre a casa de Markun, em Santo Antônio de Lisboa, comunidade fundada por açorianos em Florianópolis, e a de Fino, em Fronteira, no Alto Alentejo, em Portugal.
A noite de apresentação aconteceu no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e deu apenas um pequeno aperitivo do que os telespectadores terão o prazer de apreciar durante os próximos treze domingos. Segundo Markun, o grande idealizador da ideia, o projeto começou a brotar a partir de uma mesa do programa do qual era apresentador, o Roda Viva, e que teve como convidado justamente Carlos Fino, hoje conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil.
Antes da apresentação do primeiro capítulo da série, os principais responsáveis pela empreitada deram seus depoimentos, contando a importância da iniciativa. Entre eles, Jorge Wemans, diretor da RTP, que não pôde estar presente, mas deixou mensagem gravada em vídeo. Wemans falou que, acima de tudo, a série retrata o presente e aponta para o futuro.
Carlos Fino falou em seguida exaltando muito o Brasil e evidenciando o seu orgulho, como português, em ver o País que um dia foi colônia de Portugal se tornar uma das maiores potências do mundo. Mas, para ele muitos se esquecem da influência lusa em nossas terras. "Portugal, no Brasil, está em todo o lado e não está em parte alguma", analisou o jornalista. Bem-humorado, Fino relatou um episódio em que, parando para abastecer seu carro em um posto no Brasil, foi perguntado pela frentista de que país vinha para falar um português tão bom. Intrigado, ele disse que vinha da Europa e perguntou de qual país a moça achava que ele descendia. A resposta foi doída: França. O brasileiro realmente não conhece suas origens.
Perto de Portugal, o Brasil ainda é uma criança em termos de história, mas, além da parte óbvia, Fino confirmou que o programa irá mostrar para nós, brasileiros, um Portugal novo e visando o amanhã. Antes de passar a palavra para o brasileiro Paulo Markun, Fino lembrou o bom momento que o Brasil vive e disse que Portugal faz parte do passado do País, mas espera que possa também estar presente no futuro.
Paulo Markun também ressaltou a importância de traçar um paralelo entre os dois países irmãos, mostrar suas semelhanças, diferenças e resgatar o passado, que há muito tempo se uniram, e hoje permanecem esquecidos. "A série não é uma aula de filosofia, sociologia ou mesmo de história, é uma conversa entre dois amigos que buscam acabar com a barreira que separa os dois países", complementou o apresentador do programa.
Quando o primeiro capitulo foi apresentado aos convidados, o que se viu foi exatamente isso: um papo descontraído entre dois jornalistas, informados e preocupados. Famosos, como Tom Zé e Fafá de Belém, deram suas opiniões sobre nossos descobridores. Porém, foram os anônimos entrevistados nas ruas de Brasil e Portugal que mostraram que um programa com essa proposta era mais do que necessário. Muitos deles nada ou pouco sabiam sobre o que acontece ou como são aqueles do outro lado do Atlântico.
Entre as conversas de Markun e Fino, ficou claro que temos muito a aprender um sobre o outro, mas, claro, sem deixar de lado o bom humor, marca registrada dos brasileiros e, aparentemente, dos portugueses também. No final, um pequeno problema técnico com o projetor, que de nada atrapalhou a noite, não passou em branco: "Tinha de ser culpa dos americanos!". Uma brincadeira para fechar uma parceria antiga entre Brasil e Portugal.
TV Cultura e RTP lançam programa para falar dos dois países
Diogo Mesquita, www.revistabrasileiros.com.br
Com o objetivo de promover um intercâmbio cultural entre colonizado e colonizador, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e a TV Cultura apresentaram na noite desta terça-feira (20) o programa Brasil e Portugal - Lá e Cá, que irá ao ar pela primeira vez no próximo domingo, dia 25, às 21h.
A apresentação do programa ficou a cargo do jornalista e presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun, em parceria com o jornalista português Carlos Fino. A série de 13 episódios vai se passar entre a casa de Markun, em Santo Antônio de Lisboa, comunidade fundada por açorianos em Florianópolis, e a de Fino, em Fronteira, no Alto Alentejo, em Portugal.
A noite de apresentação aconteceu no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e deu apenas um pequeno aperitivo do que os telespectadores terão o prazer de apreciar durante os próximos treze domingos. Segundo Markun, o grande idealizador da ideia, o projeto começou a brotar a partir de uma mesa do programa do qual era apresentador, o Roda Viva, e que teve como convidado justamente Carlos Fino, hoje conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil.
Antes da apresentação do primeiro capítulo da série, os principais responsáveis pela empreitada deram seus depoimentos, contando a importância da iniciativa. Entre eles, Jorge Wemans, diretor da RTP, que não pôde estar presente, mas deixou mensagem gravada em vídeo. Wemans falou que, acima de tudo, a série retrata o presente e aponta para o futuro.
Carlos Fino falou em seguida exaltando muito o Brasil e evidenciando o seu orgulho, como português, em ver o País que um dia foi colônia de Portugal se tornar uma das maiores potências do mundo. Mas, para ele muitos se esquecem da influência lusa em nossas terras. "Portugal, no Brasil, está em todo o lado e não está em parte alguma", analisou o jornalista. Bem-humorado, Fino relatou um episódio em que, parando para abastecer seu carro em um posto no Brasil, foi perguntado pela frentista de que país vinha para falar um português tão bom. Intrigado, ele disse que vinha da Europa e perguntou de qual país a moça achava que ele descendia. A resposta foi doída: França. O brasileiro realmente não conhece suas origens.
Perto de Portugal, o Brasil ainda é uma criança em termos de história, mas, além da parte óbvia, Fino confirmou que o programa irá mostrar para nós, brasileiros, um Portugal novo e visando o amanhã. Antes de passar a palavra para o brasileiro Paulo Markun, Fino lembrou o bom momento que o Brasil vive e disse que Portugal faz parte do passado do País, mas espera que possa também estar presente no futuro.
Paulo Markun também ressaltou a importância de traçar um paralelo entre os dois países irmãos, mostrar suas semelhanças, diferenças e resgatar o passado, que há muito tempo se uniram, e hoje permanecem esquecidos. "A série não é uma aula de filosofia, sociologia ou mesmo de história, é uma conversa entre dois amigos que buscam acabar com a barreira que separa os dois países", complementou o apresentador do programa.
Quando o primeiro capitulo foi apresentado aos convidados, o que se viu foi exatamente isso: um papo descontraído entre dois jornalistas, informados e preocupados. Famosos, como Tom Zé e Fafá de Belém, deram suas opiniões sobre nossos descobridores. Porém, foram os anônimos entrevistados nas ruas de Brasil e Portugal que mostraram que um programa com essa proposta era mais do que necessário. Muitos deles nada ou pouco sabiam sobre o que acontece ou como são aqueles do outro lado do Atlântico.
Entre as conversas de Markun e Fino, ficou claro que temos muito a aprender um sobre o outro, mas, claro, sem deixar de lado o bom humor, marca registrada dos brasileiros e, aparentemente, dos portugueses também. No final, um pequeno problema técnico com o projetor, que de nada atrapalhou a noite, não passou em branco: "Tinha de ser culpa dos americanos!". Uma brincadeira para fechar uma parceria antiga entre Brasil e Portugal.
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