Pessimistas eles falam também da dificuldade de reformas.
DAVOS - Dois prêmios Nobel de Economia, Joseph Stiglitz e Michael Spence, concordam: o euro pode ser salvo. Mas Stiglitz afirma que, ao apostar na austeridade, os líderes europeus estão indo na direção errada e oposta do que tem que ser feito para salvar a moeda. E Spence alerta: para o euro sobreviver, "muita coisa tem que acontecer", entre elas, uma reforma bem-sucedida da Itália e da Espanha. Davos, o maior encontro de líderes políticos e empresariais, abriu ontem marcado pela crise e num clima de pessimismo tão grande que, pela primeira vez, admitiu-se o fracasso do atual modelo de capitalismo. Em entrevistas exclusivas, concedidas separadamente ao GLOBO, Stiglitz e Spence eram o retrato deste pessimismo. O primeiro prevê que a situação da Europa vai piorar. Já o segundo aponta para erros passados e diz que a agenda da Europa é complicada. "Vamos ver", reagiu. Sobre o Brasil, os dois estão convencidos de que, na pior das hipóteses, só vai desacelerar o crescimento.
O GLOBO: O euro pode ser salvo?
JOSEPH STIGLITZ: Certamente, se os líderes políticos fizerem agora a coisa certa. O problema é que não estão fazendo. Decidiram, em dezembro, um quadro de austeridade, que não é a solução. O pacto fiscal não vai nem prever outra crise, porque é parte da crise. A Europa não diagnosticou corretamente o último problema. Agora, imaginar que vão corrigir o atual e prevenir um próximo Acho que vai piorar. A economia (europeia) vai enfraquecer com a austeridade.
MICHAEL SPENCE: Acho que sim. Mas muita coisa tem de acontecer para ele ser salvo. Itália e Espanha têm de ser reformadas com sucesso. O Banco Central Europeu está resgatando os bancos que perderam capital. E suspeito que a União Europeia, o fundo de estabilidade e o FMI vão ter que intervir nos mercados de dívidas para impedir que os juros subam muito. Mas não estão preparados para dizer que farão isso. O caminho é longo para estabilizar o euro. Muita coisa pode dar errado. E não acho que o desempenho econômico (da Europa) será bom nos próximos anos, pelo menos, durante dois anos. E as coisas podem ir mal nesse caminho.
O que pôs a Europa nessa confusão? Falta de governança econômica?
STIGLITZ: O real problema é o quadro institucional e intelectual, de como o euro foi pensado desde o início. Pensaram que tudo o que precisava ser feito era os governos terem disciplina fiscal. Mas os mercados financeiros tiraram proveito do euro e, irracionalmente, foram para a Espanha, imaginando que a moeda única significava poder emprestar dinheiro a qualquer pessoa, com a mesma taxa de risco. Ajudaram a criar uma bolha. Aprendemos o seguinte: é preciso muito mais que disciplina fiscal para criar uma moeda única.
SPENCE: Nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Espanha, o sistema financeiro permitiu o crescimento da dívida privada, no sistema financeiro e das familias. E, quando a crise chegou, muito dessa dívida passou para o setor público. O efeito foi: sustentaram economias insustentáveis. Isso fez parecer que o euro estava funcionando, que as dívidas soberanas eram parecidas, quando não eram. Um fator que contribuiu para a crise foi logo no começo. Criaram uma união monetária sem centralização fiscal. Muita gente disse que isso era um erro e criava uma situação instável. Mas a resposta dos europeus foi: sabemos disso, mas vamos fazer a união monetária primeiro e depois completar com uma união mais política. Isso não aconteceu.
Foi um erro criar o euro?
STIGLITZ: Foi errado criar o euro sem uma estrutura institucional adequada. A esperança era que criariam mais tarde. Mas isso não aconteceu. E o problema é visto nas discussões atuais. Alguns líderes europeus parecem não entender que austeridade não é a única coisa necessária para fazer uma moeda funcionar. Pode ser um ingrediente importante, mas não é suficiente.
SPENCE: Teriam feito melhor se tivessem criado o euro paralelamente à centralização fiscal. Agora, a chanceler Angela Merkel está insistindo em que seja feita a reforma institucional e a centralização no mesmo momento em que tentam estabilizar o euro. Isso é uma agenda complicada.
Até quando os emergentes, como Brasil e China, podem resistir à crise?
STIGLITZ: A China tem recursos enormes e um compromisso de manter o crescimento. Eles têm os instrumentos, os recursos e a estrutura política para assegurar que poderão compensar uma queda na demanda do exterior. A China vai continuar a crescer, talvez um pouco menos. Para o Brasil, o que acontece na China é mais importante que nos Estados Unidos. O Brasil está relativamente em boa forma e não é dependente da Europa. O país desacelerou, mas se beneficiou dos altos preços do minério de ferro. Se o crescimento (chinês) desacelerar, mesmo alguns pontos percentuais, sempre haverá demanda por minério, mas não de modo a elevar os preços. Nesse sentido o Brasil pode sofrer um impacto.
SPENCE: Grandes emergentes, como China, Brasil e Índia, podem ir muito bem se os países ricos tiverem crescimento baixo ou não crescerem. Mas, se houver retração ou uma instabilidade extrema no sistema financeiro, que cause declínio na demanda doméstica, então acho que as economias emergentes vão desacelerar por um tempo. Mas não vai provocar uma retração: só desacelerar. A economia brasileira me parece estar em muito boa forma. É estável, tem níveis razoáveis de dívida, e o crescimento é um equilíbrio entre dinamismo e inclusão social. A educação está melhorando. Acho que o Brasil está num caminho de crescimento sustentado. Todo mundo com quem falo na comunidade empresarial está entusiasmado com oportunidades no Brasil. A economia está bem resistente (à crise).
Davos, pela primeira vez, discute o fracasso do capitalismo. Há um novo modelo, radicalmente diferente, sendo pensado ou emergindo?
STIGLITZ: O mais espantoso é que, quase quatro anos depois do início da crise, em 2008, as mudanças foram relativamente pequenas. O sistema bancário ainda está frágil. Olhando para trás, diria que não aprendemos qualquer lição. Melhoramos um pouco a regulação, mas não o suficiente: falta transparência. Mudamos o encanamento, mas não fizemos uma verdadeira reforma. Enquanto isso, a desigualdade aumenta nos EUA, e as únicas pessoas que estão bem no país são as que causaram o problema. A renda média de um trabalhador americano hoje é um terço do que era há um século. O que vai mudar isso? Uma crise maior ou reivindicações democráticas. Em algum ponto a esperança (das pessoas) vai acabar. Nossas democracias são imperfeitas. O dinheiro fala mais alto que as pessoas.
SPENCE: Não... Também não acho que isso seja papo-furado. Mas acho que é enganador questionar o capitalismo. Sabemos que o capitalismo tem grandes méritos em relação a outros (modelos), promove eficiência, inovação e crescimento. Também aprendemos que os mercados não são, por si só, particularmente bons em estabilidade, distribuição e sustentabilidade. Precisamos, então, de um papel limitado para um capitalismo de Estado. Isto é, um Estado competente e eficaz, capaz de absorver choques e investir em mudanças estruturais para que a economia mundial se movimente corretamente, de incluir as pessoas e lidar com a questão da distribuição. Nos países em desenvolvimento estamos vendo um padrão de (maior) presença do Estado (na economia). E acho que isso está funcionando, apesar de alguns erros. Eu diria aos líderes emergentes: vocês são muito vulneráveis num modelo com pouca presença do Estado. Mantenham a mistura (Estado e setor privado).
Fonte: oglobo.com
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sexta-feira, janeiro 27
quinta-feira, maio 5
Tratado de Schengen alvo de alterações
Comissão Europeia vai tomar medidas restritivas sobre a livre circulação de pessoas e mercadorias, previstas no Tratado de Schengen. Êxodo de dezenas de milhares de pessoas para países do Mediterrâneo leva a um controle limitado das fronteiras em situações excepcionais.
Os problemas relacionados com a imigração massiva – que afeta países europeus, incapazes de travar o êxodo da população da Líbia e Tunísia, sobretudo – levou a Comissão Europeia a apresentar algumas iniciativas, que têm como finalidade criar excepções ao Tratado de Schengen.
Os países europeus querem controlar a entrada de refugiados e pretendem que algumas normas do Tratado de Schengen (assinado em 1985, com o objetivo de criar um espaço comum de livre circulação de pessoas e mercadorias) sejam revistas.
Nesse sentido, a Comissão Europeia apresenta agora medidas que preveem algumas restrições à livre circulação. França e Itália manifestaram preocupação sobre o assunto, recentemente, e receberam o apoio da Alemanha.
Estas propostas estarão em análise no Conselho Extraordinário de Justiça e Assunto Internos, que decorre a 12 de maio. O Conselho Europeu vai também debater o assunto, no próximo dia 24 de julho. Os governos europeus poderão, assim, retomar o controlo interno das fronteiras em situações excepcionais.
Segundo a comissária europeia dos Assuntos Internos, Cecília Malmström, “a reforma visa salvaguardar a estabilidade do espaço Schengen”, através da "reintrodução temporária de controlos limitados das fronteiras em situações excepcionais", como é o caso dos momentos em que os países ficam perante êxodo em massa das populações.
O projeto de revisão de Shengen pretende, por outro lado, reforçar o papel da Frontex – Agência Europeia de Controlo das Fronteiras e uma abordagem estratégica para as relações com países terceiros em matéria de emigração.
Fonte: Ciberjunta
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terça-feira, novembro 2
Eleições CRBE
Se é brasileiro, tem mais de 16 anos e reside no exterior, vote para eleger o seu representante no CRBE!
O que é o CRBE
É o Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior. Este conselho surgiu na II Conferência Brasileiros no Mundo e tem como principal objetivo atuar como interlocutor da comunidade brasileira residente no exterior com o Governo Federal do Brasil. O CRBE será constituido por 16 membros titulares e 16 suplentes, distribuidos em quatro blocos: 4 das Américas do Sul e Central, 4 da America do Norte e Caribe, 4 da Europa e 4 da Ásia/África/Oriente Médio e Oceania.
CRBE na Europa
Se você reside na Europa, tem direito a apenas um voto, para votar num candidato da sua jurisdição. para o Colégio Eleitoral Europa serão eleitos quatro conselheiros e quatro suplentes, entre os mais votados e serão Conselheiros não apenas do país onde vivem, mas de toda a Europa, junto com os demais conselheiros de todo o mundo. Esta é uma função não-remunerada e voluntária.
Por que votar?
O CRBE foi instituído por um Decreto assinado pelo Presidente Lula para ser um conselho de promoção da cidadania dos brasileiros no exterior. O seu voto é importante na consolidação deste conselho que servirá de importante interlocutor no diálogo com o Governo. Somos mais de três milhões de brasileiros vivendo longe do nosso país e esta é uma ponte entre a nossa comunidade e o governo brasileiro. E lembre-se que temos em Portugal a quinta maior comunidade de brasileiros residentes no exterior. Mostre a nossa força e participe desta eleição!
Conheça os candidatos residentes em Portugal
NATASHA FURTADO, Reside em Lamego, Portugal
“Teria imensa vontade de me candidatar ao CRBE e poder representar os brasileiros do País em que vivo (Portugal), onde a comunidade brasileira é imensa por aproximação até do idioma português e terem imensas necessidades de informações que estejam diretas e indiretamente ligadas aos seus direitos e deveres como cidadão.”
NILZETE PACHECO, Reside em Portugal, há quase 13 anos.
“Sou fundadora de uma associação de apoio ao imigrante, a qual utilizamos de acções de sensibilização para esclarecer, divulgar, promover e transmitir conhecimentos sobre várias temáticas que afectam a população imigrante, como a Cidadania e Inclusão, Empreendedorismo, formação, Igualdade de Oportunidades – Género e Imigração. Para minimizar essas dificuldades oferecemos em nossas instalações atendimento e acompanhamento psicossocial, que dão acesso aos imigrantes a serviços e consultorias com Advogada, Assistente Social e Psicóloga tanto a nível individual como familiar. Atualmente sou presidente de direcção da associação e tenho a função de gestora de projectos."
CELSO FERREIRA NETO, natural de Tupã/SP e reside em Portugal.
“Resolvi candidatar-me porque gosto muito de ver as pessoas amparadas, já passei por muitas situações que poderia ter tido alguém que pudesse tomar alguma iniciativa, já fui deportado por duas vezes, estive nas ruas de Paris, vive na Escócia, Inglaterra, França, Espanha, Portugal atualmente, já ajudei e pude ver ao menos 7 pessoas conseguirem residência portuguesa, inclusive um Boliviano, as pessoas sempre me procuram quando surge uma dúvida, e quando não sei faço pesquisa sempre com vontade de ver a pessoa no caminho correto. Acredito que posso representar os brasileiros nesta região porque tenho um perfil sincero e transmito confiança a qualquer pessoa e mantenho minha reputação sempre respeitada.”
DEISE COSTA, 35 anos, natural de Salvador (BA); reside em Caldas da Rainha, Portugal.
“Considero que os brasileiros no exterior têm pouco apoio par questões diversas e com meu conhecimento social e cultural poderei ajudá-los e orientá-los em questões diversas procurando sempre está respaldado na lei abrangente, afim de que possam ter maior e melhor qualidade de vida, conhecendo seus direitos e deveres”.
EMERSON APARECIDO DE ALMEIDA, 32 anos, natural de Ouro Branco (MG); reside em Lisboa, Portugal.“Candidato me, porque reconheço esta uma oportunidade para todos nós brasileiros poder participar ativamente e mais próximo das decisões bilaterais, e regionais, governamental e/ou organizacional, quanto a nos imigrantes, por dispor de carater e personalidade favoráveis ao cargo, o que poderão melhor perceber em quanto da campanha, porque o mais importante não é o candidato e sim o PLEITO, o exercício da cidadania”.
JOSÉ CARLOS PAULINETTI DA CÂMARA, 28 anos, natural de São Paulo; reside em Sobral de Monte Agraço, Portugal.
“Candidato-me ao cargo de Conselheiro por não me identificar com os restantes candidatos que se apresentaram na pré-candidatura ao CRBE. O trabalho desenvolvido nos últimos 8 anos e os resultados alcançados dão-me confiança para desempenhar com sucesso o cargo proposto”.
LUIZ CLAUDIO FRANCISCO CÂNDIDO, Reside há 4 anos em Lisboa, Portugal
"Minha intenção em me candidatar como representante dos Brasileiros aqui na Europa é devido ao fato de ja ter vivido não so aqui em Portugal por quatro anos mais tambem na Espanha e Inglaterra e nestes paises trabalhei como ilegal e sei o que é ser um trabalhador ilegal e desta forma acredito que poderi contribuir para as pessoas que vem para cá e que não conhecem como é aqui e pensão que é um mar de rosas, e não é, sendo representante lutarei para que todos nós cidadãos Brasileiros que vivemos fora de nosso país possa ter mais dignidade e condições de vida e poder trabalhar legalmente".
Agora só falta o seu voto!
Vota e elege o representante mais próximo de você
O período de eleição é de 1 a 9 de Novembro de 2010 e para votar basta ser brasileiro maior de 16 anos e residir no exterior. A votação é on line, atravé sdo portal www.brasileirosnomundo.mre.gov.br
Para votar, basta ser maior de 16 anos, residir no exerior informando obrigatoriamente o país onde vive, o seu nome completo, o endereço eletrônico, o número telefone e um número de um documento de identidade (Passaporte brasileiro ou CPF ou título). Caso tenha inscrição consular, pode ainda indicar este documento. Podem votar brasileiros em situação regular ou também os que se encontram em situação irregular nos países onde vivem. Para votar aceda a
Mesmo estando em Portugal, a quinta maior comunidade brasileira no exterior, caso não queira escolher entre nenhum dos candidatos residentes em Portugal, você pode anda consultar a lista completa de candidatos para a Europa neste link e escolher o seu candidato.este link. O processo é fácil e rápido.
O que é o CRBE
É o Conselho de Representantes dos Brasileiros no Exterior. Este conselho surgiu na II Conferência Brasileiros no Mundo e tem como principal objetivo atuar como interlocutor da comunidade brasileira residente no exterior com o Governo Federal do Brasil. O CRBE será constituido por 16 membros titulares e 16 suplentes, distribuidos em quatro blocos: 4 das Américas do Sul e Central, 4 da America do Norte e Caribe, 4 da Europa e 4 da Ásia/África/Oriente Médio e Oceania.
CRBE na Europa
Se você reside na Europa, tem direito a apenas um voto, para votar num candidato da sua jurisdição. para o Colégio Eleitoral Europa serão eleitos quatro conselheiros e quatro suplentes, entre os mais votados e serão Conselheiros não apenas do país onde vivem, mas de toda a Europa, junto com os demais conselheiros de todo o mundo. Esta é uma função não-remunerada e voluntária.
Por que votar?
O CRBE foi instituído por um Decreto assinado pelo Presidente Lula para ser um conselho de promoção da cidadania dos brasileiros no exterior. O seu voto é importante na consolidação deste conselho que servirá de importante interlocutor no diálogo com o Governo. Somos mais de três milhões de brasileiros vivendo longe do nosso país e esta é uma ponte entre a nossa comunidade e o governo brasileiro. E lembre-se que temos em Portugal a quinta maior comunidade de brasileiros residentes no exterior. Mostre a nossa força e participe desta eleição!
Conheça os candidatos residentes em Portugal
NATASHA FURTADO, Reside em Lamego, Portugal
“Teria imensa vontade de me candidatar ao CRBE e poder representar os brasileiros do País em que vivo (Portugal), onde a comunidade brasileira é imensa por aproximação até do idioma português e terem imensas necessidades de informações que estejam diretas e indiretamente ligadas aos seus direitos e deveres como cidadão.”
NILZETE PACHECO, Reside em Portugal, há quase 13 anos.
“Sou fundadora de uma associação de apoio ao imigrante, a qual utilizamos de acções de sensibilização para esclarecer, divulgar, promover e transmitir conhecimentos sobre várias temáticas que afectam a população imigrante, como a Cidadania e Inclusão, Empreendedorismo, formação, Igualdade de Oportunidades – Género e Imigração. Para minimizar essas dificuldades oferecemos em nossas instalações atendimento e acompanhamento psicossocial, que dão acesso aos imigrantes a serviços e consultorias com Advogada, Assistente Social e Psicóloga tanto a nível individual como familiar. Atualmente sou presidente de direcção da associação e tenho a função de gestora de projectos."
CELSO FERREIRA NETO, natural de Tupã/SP e reside em Portugal.
“Resolvi candidatar-me porque gosto muito de ver as pessoas amparadas, já passei por muitas situações que poderia ter tido alguém que pudesse tomar alguma iniciativa, já fui deportado por duas vezes, estive nas ruas de Paris, vive na Escócia, Inglaterra, França, Espanha, Portugal atualmente, já ajudei e pude ver ao menos 7 pessoas conseguirem residência portuguesa, inclusive um Boliviano, as pessoas sempre me procuram quando surge uma dúvida, e quando não sei faço pesquisa sempre com vontade de ver a pessoa no caminho correto. Acredito que posso representar os brasileiros nesta região porque tenho um perfil sincero e transmito confiança a qualquer pessoa e mantenho minha reputação sempre respeitada.”
DEISE COSTA, 35 anos, natural de Salvador (BA); reside em Caldas da Rainha, Portugal.
“Considero que os brasileiros no exterior têm pouco apoio par questões diversas e com meu conhecimento social e cultural poderei ajudá-los e orientá-los em questões diversas procurando sempre está respaldado na lei abrangente, afim de que possam ter maior e melhor qualidade de vida, conhecendo seus direitos e deveres”.
EMERSON APARECIDO DE ALMEIDA, 32 anos, natural de Ouro Branco (MG); reside em Lisboa, Portugal.“Candidato me, porque reconheço esta uma oportunidade para todos nós brasileiros poder participar ativamente e mais próximo das decisões bilaterais, e regionais, governamental e/ou organizacional, quanto a nos imigrantes, por dispor de carater e personalidade favoráveis ao cargo, o que poderão melhor perceber em quanto da campanha, porque o mais importante não é o candidato e sim o PLEITO, o exercício da cidadania”.
JOSÉ CARLOS PAULINETTI DA CÂMARA, 28 anos, natural de São Paulo; reside em Sobral de Monte Agraço, Portugal.
“Candidato-me ao cargo de Conselheiro por não me identificar com os restantes candidatos que se apresentaram na pré-candidatura ao CRBE. O trabalho desenvolvido nos últimos 8 anos e os resultados alcançados dão-me confiança para desempenhar com sucesso o cargo proposto”.
LUIZ CLAUDIO FRANCISCO CÂNDIDO, Reside há 4 anos em Lisboa, Portugal
"Minha intenção em me candidatar como representante dos Brasileiros aqui na Europa é devido ao fato de ja ter vivido não so aqui em Portugal por quatro anos mais tambem na Espanha e Inglaterra e nestes paises trabalhei como ilegal e sei o que é ser um trabalhador ilegal e desta forma acredito que poderi contribuir para as pessoas que vem para cá e que não conhecem como é aqui e pensão que é um mar de rosas, e não é, sendo representante lutarei para que todos nós cidadãos Brasileiros que vivemos fora de nosso país possa ter mais dignidade e condições de vida e poder trabalhar legalmente".
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O período de eleição é de 1 a 9 de Novembro de 2010 e para votar basta ser brasileiro maior de 16 anos e residir no exterior. A votação é on line, atravé sdo portal www.brasileirosnomundo.mre.gov.br
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segunda-feira, junho 14
Real acima do Euro

Real passa euro e fica atrás apenas do dólar em derivativos
Por Jessica Mortimer, LONDRES (Reuters)
O real é agora a segunda mais importante moeda nas bolsas internacionais de derivativos financeiros em termos de posições em aberto, atrás apenas do dólar norte-americano e à frente do euro, disse o Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês).
O volume de posições em aberto em contratos futuros e de opções da moeda brasileira subiu 41 por cento nos primeiros três meses de 2010 para 0,14 trilhão de dólares, disse o BIS em seu relatório trimestral publicado neste domingo.
"A importância do real no segmento de moedas do mercado de futuros e opções se deve ao fato de haver comparativamente poucos negócios no mercado de balcão", informou o banco.
O real não é uma moeda totalmente conversível, mas possui um mercado futuro bem desenvolvido e bastante líquido.
O volume total de contratos em aberto nos futuros e opções de moedas subiu 29 por cento no primeiro trimestre do ano, ultrapassando em muito o percentual de 11 por cento para o crescimento do mercado de futuros e opções como um todo, que movimentou 9 trilhões de dólares.
O volume de contratos em aberto de futuros e opções do dólar dos EUA alcançou 0,33 trilhão de dólares ao final de março e o montante em euros chegou a 0,10 trilhão de dólares.
A moeda brasileira é atraente para investidores devido à força da economia do país, à sua alta taxa de juros - que foi acima de 10 por cento na semana passada - e ao seu status de moeda atrelada às commodities. O real, no entanto, continua sendo uma moeda vulnerável em tempos de grande aversão a risco nos mercados financeiros.
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quinta-feira, maio 27
Imigração e União Europeia

Europa discute novos mecanismos de imigração legal
Até 2050, a Europa terá um déficit demográfico de 50 milhões de pessoas. Deputada responsável por relatório sobre o assunto defende que imigração ordenada e legal é necessária nos países da UE.
Devido à composição e ao desenvolvimento demográfico da União Europeia (UE), a Europa precisará de mais 50 milhões de pessoas até 2050, afirmou a parlamentar europeia Maria Muñiz, em entrevista à Deutsche Welle. Muñiz apresentou um relatório sobre migração no contexto do Eurolat, assembleia parlamentar mista que reúne deputados europeus e latino-americanos.
Reunidos em Sevilha, na semana passada, os parlamentares preparam propostas com vista à 6ª Cúpula União Europeia-América Latina e Caribe, que se realiza na próxima semana. Segundo Muñiz, a migração é – em ambos os sentidos – um “tema sensível”.
Ainda ecoa, neste contexto, a onda de protestos que causou na América Latina a aprovação da Diretriz de Retorno, que prevê, em âmbito europeu, a prisão de até 18 meses para estrangeiros ilegais, além de estabelecer condições comuns para a deportação dos mesmos.
“A imigração na União Europeia tem que ser ordenada, estar vinculada ao mercado de trabalho e ser acertada com outras políticas de integração, com políticas de cooperação com os países de origem e os países de trânsito. Tratando-se do mercado interno, todas as medidas têm que estar combinadas e acertadas no contexto da União Europeia. O objetivo é ter uma política comum de migração”, explicou a deputada.
Do grupo de trabalho criado para superar o obstáculo da Diretriz de Retorno – que a eurodeputada prefere chamar de “diretriz da vergonha” – saiu a proposta de instituir um Observatório das Migrações. “Para que possamos analisar os dados, saber quantas pessoas vêm e a que se dedicam, que tipo de trabalho possuem, como também para ter um panorama geral com dados científicos concretos sobre o que acontece com o fenômeno da migração entre a União Europeia e a América Latina”, declarou Muñiz.
Espanha não é Finlândia
O fluxo latino-americano de migração não é homogêneo nos 27 países-membros da UE. A Espanha é o destino número 1 dos latino-americanos, seguida da Itália. “Devido ao idioma e ao legado comum, inclusive familiar. Existem muitos imigrantes que são descendentes de espanhóis, muitos laços nos unem”, disse Muñiz.
No entanto, em um espaço sem fronteiras internas, ao ingressar em um país-membro da UE, uma pessoa estará entrando em toda a União Europeia. Por isso, a tendência é unificar as políticas migratórias. Regularizações em massa de estrangeiros em um país-membro da UE – como as realizadas na Espanha em 2005 – não são bem-vistas.
Pacto Europeu sobre Migração e Asilo
Lutar contra a migração legal e regulamentar extradições, aumentar o controle de fronteiras, criar uma política comum de asilo, selar acordos com os países de origem e trânsito e organizar a imigração legal são os objetivos do Pacto Europeu sobre Migração e Asilo.
Quanto à imigração legal, aposta-se no Cartão Azul, mecanismo que permite acesso ao mercado de trabalho europeu a imigrantes altamente qualificados. Supõe-se que, após a total liberalização do mercado de trabalho para cidadãos da UE, cujo prazo é 2011, o Cartão Azul poderá começar a abrir as portas da Europa para cidadãos de outras regiões.
Sem perspectivas para os menos qualificados?
Todavia, boa parte dos imigrantes não é “altamente qualificada” e, para muitos deles, existe um mercado de trabalho “invisível”, que são os serviços domésticos. Organizações de mulheres imigrantes, como a Rede Europeia de Mulheres Migrantes, defendem políticas que levem em conta as necessidades femininas específicas.
“Queremos que haja uma atenção especial para grupos vulneráveis, ou seja, uma dimensão de gênero e de família para a imigração latino-americana para Europa. Por isso, achamos que os países-membros têm que levar em consideração os direitos das crianças, um grupo especialmente vulnerável, e a situação das mulheres. O Cartão Azul está previsto para a imigração legal de pessoas qualificadas, mas também para pessoas sem qualificação. De qualquer forma, isso tem que estar vinculado ao mercado de trabalho. A partir da legalidade, para pessoas que já estão na Europa vinculadas a condições trabalhistas, há certamente perspectivas de futuro”, responde Muñiz.
Por esse motivo, antes de apresentar seu relatório no âmbito do Eurolat, a deputada declarou, na condição de representante do grupo de trabalho: “Com este relatório, tentamos superar as limitações da Diretriz de Retorno em relação à migração e propomos acionar novos mecanismos para promoção da imigração legal, entre eles, as políticas comuns de visto, a regularização por mérito individual ou o reconhecimento de títulos acadêmicos e qualificação profissional, assim como a imigração temporária e circular.”
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quarta-feira, maio 5
Rejeição a imigrantes
ONU alerta sobre aumento da rejeição a imigrantes em países mediterrâneos
Fonte: Agencia EFE
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, advertiu hoje sobre o aumento da rejeição social aos imigrantes nos países europeus do Mar Mediterrâneo, diante do surgimento de focos de populismo.
Em entrevista à imprensa, Guterres mencionou particularmente a Itália, que "fechou suas portas aos refugiados africanos" após assinar um acordo com a Líbia.
No entanto, ele felicitou a "esperançosa" intenção da Grécia de reformar em profundidade um sistema de asilo "completamente injusto".
"Os problemas devem ser discutidos de forma racional, e não de maneira emocional", enunciou o dirigente português. Segundo ele, "a Europa não poderia sobreviver sem a imigração", devido ao envelhecimento de sua população.
Guterres - que na semana passada obteve teve o mandato renovado em mais cinco anos - expressou sua preocupação diante da erosão do direito de asilo na Europa e perante a profusão de estereótipos negativos sobre os estrangeiros.
"Todas as sociedades estão em vias de se transformar em multirreligiosas e multiculturais. É irreversível", proclamou Guterres. Para ele, "querer combater essa tendência é uma ilusão, um suicídio".
Fonte: Agencia EFE
O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, o português António Guterres, advertiu hoje sobre o aumento da rejeição social aos imigrantes nos países europeus do Mar Mediterrâneo, diante do surgimento de focos de populismo.
Em entrevista à imprensa, Guterres mencionou particularmente a Itália, que "fechou suas portas aos refugiados africanos" após assinar um acordo com a Líbia.
No entanto, ele felicitou a "esperançosa" intenção da Grécia de reformar em profundidade um sistema de asilo "completamente injusto".
"Os problemas devem ser discutidos de forma racional, e não de maneira emocional", enunciou o dirigente português. Segundo ele, "a Europa não poderia sobreviver sem a imigração", devido ao envelhecimento de sua população.
Guterres - que na semana passada obteve teve o mandato renovado em mais cinco anos - expressou sua preocupação diante da erosão do direito de asilo na Europa e perante a profusão de estereótipos negativos sobre os estrangeiros.
"Todas as sociedades estão em vias de se transformar em multirreligiosas e multiculturais. É irreversível", proclamou Guterres. Para ele, "querer combater essa tendência é uma ilusão, um suicídio".
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