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segunda-feira, maio 16

Crise em Portugal manda brasileiros de volta para casa


Número de desempregados brasileiros dobra no país, que terá aumento de impostos e retração do PIB em 2011 e 2012.
“Isso de ir embora já vem vindo de um ano atrás”, diz o piauiense Mike Moraes, de 44 anos, que há 10 chegou a Lisboa. Sem dois dos três empregos que tinha e ganhando só para o sustento, embarca na próxima semana para Curitiba. Terra da mulher, Maria Helena Corrêa de Souza, de 43 anos, que hoje tem dois trabalhos em vez de seis. “Vou com uma mão na frente e outra atrás. Não deu para atingir o objetivo, né?”
Foto: Getty Images

Em crise, Portugal, que abriga a quinta maior comunidade de brasileiros no exterior, tem se tornado menos atrativo para os que querem fazer a vida fora do País. O ajuste acordado com FMI e Comissão Europeia freará uma economia já pouco pujante, que deve encolher 2% neste e no ano que vem. O desemprego, já em históricos 11,2%, deve chegar 13% em 2013. Para aumentar a arrecadação, o governo irá continuar com o aumento da carga fiscal iniciado em 2010. Nas despesas, intensificará o congelamento de investimentos e cortes em prestações de serviços sociais e públicos.
Além das difíceis condições internas, ganhar em euro não é mais a mesma coisa. Como o real, o euro também vem se fortalecendo em frente ao dólar. A cotação da moeda caiu do pico de R$ 3,97, atingido em 2002, para R$ 2,17 em janeiro. Depois de um crescimento constante de 2000 a 2006, as remessas de imigrantes ao Brasil caíram, de acordo com o Banco de Portugal – o banco central local. Nos dois primeiros meses de 2011, o valor enviado – 43,4 milhões de euros – foi 11,2% menor que o do mesmo período de 2008.
Dados do Instituto de Emprego e Formação Profisisonal (IEFP) indicam que o número de brasileiros inscritos em centros de emprego saltou de 5 mil em março de 2008 para 10,7 mil no mesmo mês deste ano – há cerca de 106 mil brasileiros com a documentação legalizada no país. A taxa média de desemprego entre os imigrantes como um todo, em 2010, foi quase o dobro da média nacional – 19% contra 10,8%. “Eu aconselho fortemente os candidatos imigrantes a não virem”, diz Carlos Vianna, presidente da associação Casa do Brasil de Lisboa, que reúne imigrantes brasileiros e lusófonos. “Não há oportunidades para melhorar de vida. Há é dificuldades.”

Sem obras, sem vagas
Mesmo nas áreas em que não há necessidade de qualificação, são escassos os postos de trabalho. “A situação está bastante complicada. Obras públicas não há, obras particulares não existem”, afirma José Dinis, secretário-geral da Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro.
Na construção civil, o número de vagas caiu 20% entre fevereiro de 2008 e o mesmo mês deste ano, segundo o Instituto Nacional de Estatística de Portugal. Essa área absorve um em cada cinco brasileiros recém-chegados ao país, de acordo com um estudo feito por três instituições de ensino superior portuguesas. Em 2009, quando a pesquisa foi feita com 1,4 mil brasileiros, 15% dos empregados estavam no setor. “Quando cheguei aqui eram só gruas. Você via uma, ia atrás e tinha vaga”, diz o piauiense Moraes.
Pintor, o capixaba Leonardo Vinicius, de 25 anos, responde pelo anúncio “Procuro trabalho no estrangeiro”, publicado em abril em um site de empregos. “Um amigo meu foi para a Inglaterra e diz que está indo bem lá.” Há um mês sem trabalho, faz meio período em montagem e entrega de móveis. Os pais, há 20 anos em Portugal, também pensam em ir embora. Ele está no país há nove e tem mulher e filhos portugueses. “Se aparecer, vou ter de pensar bem”, diz.
Embora a carteira de clientes do Banco do Brasil em Portugal tenha crescido 10% em 2010 – para cerca de 13 mil correntistas –, o número de cancelamento de contas correntes foi expressivo no ano passado. Segundo administrador-adjunto, Márcio Luiz Moral, cerca de 3,8 mil contas foram fechadas. “Tem aumentado o movimento de encerramento por retorno ao Brasil”, afirma. As baixas foram compensadas pela entrada de novos clientes. “Renovamos nossa base.”

Só de volta
Se a crise faz os brasileiros voltarem para casa, ela gera oportunidades em algumas áreas. Funcionária de uma agência de viagens em Lisboa, a carioca Pâmela Suzarte, de 29 anos, tem o que comemorar. Nunca, diz, tinha vendido 85 passagens para o Brasil em um mês. Todas de ida. “Foi o recorde”, diz. “Agora que o povo tá indo embora é hora de eu ficar.” O Itamaraty informou que, embora possa haver brasileiros voltando para o País por causa da crise econômica, não se pode falar em movimento em massa.
Na Organização Internacional para a Migração (OIM) em Portugal, que paga passagens de quem não tem dinheiro para voltar para casa, os brasileiros sempre foram maioria. Nos últimos tempos, no entanto, o percentual tem crescido ainda mais. De 70% dos beneficiados em 2007, passaram a ser 83% neste ano. Voltam, sobretudo, os que estão em Portugal há mais de cinco anos: de um em cada cinco beneficiados em 2007, passaram a um em cada dois em 2010.

Redução do orçamento
“TV a cabo, assinatura de internet, já mandei para o espaço. Vendi carro, vendi tudo que eu tinha. Faz um ano [que a situação piorou]”, diz Daniel Morais, nascido no Cabo Verde, ilha da costa africana, mas criado no litoral paulista, para onde pretende voltar em agosto. Sem emprego, vive de bicos de segurança e mecânico, que não aparecem todos os dias. “Faço meio período nos finais de semana. Agora, durante a semana é dia sim, dia não”, diz. A informalidade atingia 7,1% dos brasileiros empregados e ouvidos na pesquisa feita em 2009.
Três meses sem ocupação foi assim que o mineiro Wendel Martins, de 24 anos, conseguiu voltar à ativa. Desde março e pelos próximos dois meses, vai tirar adesivos autocolantes de trens. “Foi com o amigo da minha mãe. Essas coisas sem contrato”, diz. Ele não é o único. “Isso aqui é uma ilusão. Não dá mais nada”, diz Edméia Clemente, a mãe, de 44 anos, lamentando ter tido de vender as peças de ouro que ganhou de um namorado que conheceu no país.
“Trazem ouro português, com 19,2 quilates, já que o brasileiro nós não aceitamos. São pessoas que estão aqui há mais tempo, integradas já”, diz o português Manuel Rebelo, sobre o aumento que percebe no número de clientes brasileiros na loja de penhor em que trabalha. Um negócio que, em tempos de crise, só cresce, segundo ele. “O mês passado foi uma loucura. Fizemos 50 contratos em um dia. Normalmente eram 10, 20. São pessoas cujo patrão não paga ou que têm negócio e precisam pagar os funcionários.”
No imóvel em que a baiana criada em São Paulo Claudia Martins, de 32 anos, tentou no ano passado abrir uma filial de sua loja de cosméticos, hoje há um estabelecimento de compra de ouro. “Fechamos assim que inauguramos. Achamos melhor encerrar antes que levasse esta aqui, que também está vendendo menos”, diz, referindo-se à unidade que mantém aberta. Uma das duas empregadas que demitiu, ambas brasileiras, já voltou para o Brasil. “Está se dando muito bem lá.”

Fonte: IG

domingo, maio 1

Crise em países ricos e aquecimento interno fazem número de executivos estrangeiros crescer no Brasil

Aos olhos dos estrangeiros, o Brasil já é mais do que a terra de samba e pandeiro. Pode ser a terra do emprego para executivos. De um lado, a economia se contrai nos países centrais. Do outro, o Brasil, a despeito de uma inflação alta que ameaça o crescimento sustentável, atrai investimentos, mantém um mercado de trabalho de dar inveja ao clube dos desenvolvidos e vê crescer a renda e o consumo das famílias. Um cenário que faz com que profissionais qualificados de outros países considerem o Brasil uma opção interessante para a carreira. E deixam empregos nos EUA, na Europa, na distante Austrália para encarar o desafio de trabalhar - e morar - em terras brasileiras.

  Michael Connell, australiano: o Brasil está crescendo e não quero perder essa oportunidade

Tanto que, nas projeções de consultorias especializadas, com base em dados do Ministério do Trabalho, o país recebeu, em média, 30% mais trabalhadores qualificados - ou mais de 15 mil autorizações concedidas a estrangeiros para trabalhar aqui - só nos primeiros três meses de 2011 ante igual período do ano anterior (11.500). As consultorias calculam que, no caso de gerentes, o crescimento foi ainda maior, de 40%, enquanto a vinda de diretores e presidentes de empresas ficou em 30% maior.


- Com a crise na Europa e a retomada lenta da economia dos EUA, a procura de profissionais de outros países pelo Brasil é cada vez maior. Hoje, 20% dos currículos que recebemos são de estrangeiros. Esse índice dobrou em relação a 2009. Sempre se diz que o ano começa após o carnaval, mas este ano isso não foi verdade - disse Leonardo Ribeiro, diretor da Fesa, especializada em recrutar altos executivos.

O americano Lucas Kurt comprova a percepção do especialista. O advogado chegou em abril para assumir a nova área de Consultoria em Direito Norte-Americano e Compliance no Manhães Moreira Advogados Associados, em São Paulo. Formado em Direito pela St. John's University School of Law e pós-graduado pela University of South Carolina School of Law, já trabalhou como auditor interno de companhias americanas.

- Decidi vir para o Brasil pelo desafio que essa mudança representaria, pelas oportunidades que aqui eu teria, pelo momento de crescimento que o país está vivendo e pelo interesse que tenho na cultura daqui. Nos últimos dois anos, está bem mais difícil conseguir um emprego bom nos EUA em função da crise.

Balanço da Coordenação Geral de Imigração (CGig), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostra que 56.006 profissionais estrangeiros foram autorizados a trabalhar no Brasil em 2010. Em 2009, foram 42.914.

O setor de óleo e gás - exploração de petróleo e gás na plataforma continental brasileira - é o que mais desperta interesse dos estrangeiros. Isso porque as indústrias encomendaram equipamentos sofisticados, como navios do tipo sonda e plataformas de perfuração, exigindo gente capaz de lidar e treinar pessoal para usar esses investimentos.
- É um movimento que vem com o desenvolvimento - disse Paulo Sérgio de Almeida, coordenador de Imigração do MTE. - Os dados não indicam que a presença de estrangeiros se dá por falta de mão de obra qualificada.

O australiano Michael Connell engrossa as estatísticas do governo. Após mais de dez anos trabalhando como contador nos quatro continentes, foi ser gerente de Relações com Investidores da Wilson, Sons, no Rio. A empresa atua nos setores portuário, marítimo e de logística terrestre. Casado com uma brasileira, resolveu apostar as fichas num país cuja economia deve encerrar 2011 com crescimento em torno de 4%.
- O mundo é global. O Brasil está crescendo e não quero perder essa oportunidade - disse o executivo num bom português.



Fonte: O Globo

domingo, maio 2

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Portugal e Brasil de um jeito que nunca se viu
TV Cultura e RTP lançam programa para falar dos dois países


Diogo Mesquita, www.revistabrasileiros.com.br

Com o objetivo de promover um intercâmbio cultural entre colonizado e colonizador, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) e a TV Cultura apresentaram na noite desta terça-feira (20) o programa Brasil e Portugal - Lá e Cá, que irá ao ar pela primeira vez no próximo domingo, dia 25, às 21h.

A apresentação do programa ficou a cargo do jornalista e presidente da Fundação Padre Anchieta, Paulo Markun, em parceria com o jornalista português Carlos Fino. A série de 13 episódios vai se passar entre a casa de Markun, em Santo Antônio de Lisboa, comunidade fundada por açorianos em Florianópolis, e a de Fino, em Fronteira, no Alto Alentejo, em Portugal.

A noite de apresentação aconteceu no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e deu apenas um pequeno aperitivo do que os telespectadores terão o prazer de apreciar durante os próximos treze domingos. Segundo Markun, o grande idealizador da ideia, o projeto começou a brotar a partir de uma mesa do programa do qual era apresentador, o Roda Viva, e que teve como convidado justamente Carlos Fino, hoje conselheiro de imprensa da embaixada de Portugal no Brasil.

Antes da apresentação do primeiro capítulo da série, os principais responsáveis pela empreitada deram seus depoimentos, contando a importância da iniciativa. Entre eles, Jorge Wemans, diretor da RTP, que não pôde estar presente, mas deixou mensagem gravada em vídeo. Wemans falou que, acima de tudo, a série retrata o presente e aponta para o futuro.

Carlos Fino falou em seguida exaltando muito o Brasil e evidenciando o seu orgulho, como português, em ver o País que um dia foi colônia de Portugal se tornar uma das maiores potências do mundo. Mas, para ele muitos se esquecem da influência lusa em nossas terras. "Portugal, no Brasil, está em todo o lado e não está em parte alguma", analisou o jornalista. Bem-humorado, Fino relatou um episódio em que, parando para abastecer seu carro em um posto no Brasil, foi perguntado pela frentista de que país vinha para falar um português tão bom. Intrigado, ele disse que vinha da Europa e perguntou de qual país a moça achava que ele descendia. A resposta foi doída: França. O brasileiro realmente não conhece suas origens.

Perto de Portugal, o Brasil ainda é uma criança em termos de história, mas, além da parte óbvia, Fino confirmou que o programa irá mostrar para nós, brasileiros, um Portugal novo e visando o amanhã. Antes de passar a palavra para o brasileiro Paulo Markun, Fino lembrou o bom momento que o Brasil vive e disse que Portugal faz parte do passado do País, mas espera que possa também estar presente no futuro.

Paulo Markun também ressaltou a importância de traçar um paralelo entre os dois países irmãos, mostrar suas semelhanças, diferenças e resgatar o passado, que há muito tempo se uniram, e hoje permanecem esquecidos. "A série não é uma aula de filosofia, sociologia ou mesmo de história, é uma conversa entre dois amigos que buscam acabar com a barreira que separa os dois países", complementou o apresentador do programa.

Quando o primeiro capitulo foi apresentado aos convidados, o que se viu foi exatamente isso: um papo descontraído entre dois jornalistas, informados e preocupados. Famosos, como Tom Zé e Fafá de Belém, deram suas opiniões sobre nossos descobridores. Porém, foram os anônimos entrevistados nas ruas de Brasil e Portugal que mostraram que um programa com essa proposta era mais do que necessário. Muitos deles nada ou pouco sabiam sobre o que acontece ou como são aqueles do outro lado do Atlântico.

Entre as conversas de Markun e Fino, ficou claro que temos muito a aprender um sobre o outro, mas, claro, sem deixar de lado o bom humor, marca registrada dos brasileiros e, aparentemente, dos portugueses também. No final, um pequeno problema técnico com o projetor, que de nada atrapalhou a noite, não passou em branco: "Tinha de ser culpa dos americanos!". Uma brincadeira para fechar uma parceria antiga entre Brasil e Portugal.

sábado, maio 1

Semana Cultural CPLP



Esta semana Lisboa acolhe representantes de todos os países de língua portuguesa, na terceira edição da Semana Cultural da CPLP. A lusofonia será comemorada com mostras de cinema, literatura, artes plásticas, dança e gastronomia e, claro está, que o Brasil participa nesta semana, representado nas mais variadas expressões artísticas.



TEATRO BRASILEIRO
Hoje, no âmbito das comemorações do "Dia do Brasil" na semana Cultural CPLP, o actor Fernando Terra apresenta o espectáculo infantil "Eram 3 vezes", às 16h no Centro Cultural Malaposta (Rua de Angola, Olival Basto, Lisboa - Metro linha amarela, estação Senhor Roubado)


CINEMA LUSÓFONO


Durante a semana decorre ainda o Primeiro Festival de Cinema Itinerante de Língua Portuguesa. Do cinema brasileiro em exibição: "Foliar Brasil", de Carolina Paiva, "O grão- Petrus Cariry" e "Travessia", de João Batista de Andrade e ainda o documentário "Luto como Mãe", de Luís Carlos do Nascimento, que chegou a participar no elenco do filme Cidade de Deus. No dia do encerramento deste festival, será apresentado o documentário "Contratempo", de Malu Mader.

Para além das exibições dos filmes, estão previstas duas mesas de discussão: “A cooperação cinematográfica na lusofonia” e “Festival de cinema como fonte de atracção para o turismo”. Serão ainda realizados dos workshops: “Documentário para TV – Um novo modo de produção”, ministrado por Claufe Rodrigues e “Videoperformance – ARTE VJING”, ministrado por Calebe Pimentel.

As sessões acontecem de terça a quinta-feira às 19h e 21h e na Sexta-feira, Sábado e Domingo às 19h, no Cinema São Jorge, em Lisboa.

ARTES PLÁSTICAS & FOTOGRAFIA
Inaugura, no dia 3 de Maio, segunda-feira, a Exposição de Artes Plásticas e Fotografia na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa. Esta mostra tem como um dos principais objectivos a divulgação dos trabalhos de artistas lusófonos tais como: Marta Ferreira (Portugal); Paulo lima (Cabo Verde); Renato Rodymer (Brasil); Samuel Vicente (Angola), entre outros.
 
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